Sidney Sheldon

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03/09/2015

5livros - Ficção policial


Cai o pano – Agatha Christie
Para resolver o último caso de sua carreira, o detetive belga Hercule Poirot volta ao local onde solucionou os primeiros crimes. Neste livro, o último de um ciclo de romances de Agatha Christie, o talento da escritora inglesa junta-se à primorosa tradução de Clarice Lispector.

Conte-me seus sonhos – Sidney Sheldon
Ashley, Toni e Alete têm duas coisas em comum: São bonitas e suspeitas de cometer uma série de assassinatos brutais. A polícia efetua a prisão, que leva a um dos julgamentos mais inusitados já vistos, com a defesa baseando-se em provas médicas bizarras, porém autênticas. De Londres a Roma, de Quebec a São Francisco, a trama de Conte-me seus sonhos é magnética desde o começo até o final surpreendente.

A vila – Nora Roberts
Quando Tereza, a matriarca da família, anuncia a fusão com a Vinícola MacMillan, Sophia passa a ter uma nova função. Como empresária experiente, sabe que deve estar preparada para tudo... menos para Tyler MacMillan. Eles recebem ordens para trabalhar diretamente juntos, a fim de facilitar a fusão. Sophia precisa ensinar a Ty as particularidades do marketing, e ele, por sua vez, deve mostrar a ela como se agachar e sujar as mãos na terra, e fazer um bom uso do sol, da chuva e do solo para obter as mais doces frutas do vinhedo.

Ao trabalharem juntos, nos campos e nos escritórios da empresa, Sophia se vê dividida entre uma poderosa atração e a rivalidade profissional. No fim da estação, o rumo da família - e o legado da Villa - talvez tome uma direção inteiramente nova. E quando atos de sabotagem ameaçam não só a empresa, mas principalmente a própria estrutura familiar, a luta de Sophia não será apenas pelo comando dos negócios, mas também pela própria sobrevivência.

À beira do apocalipse – Tim Lahaye e Craig Parshall
Joshua Jordan, ex-herói da espionagem nos Estados Unidos, é agora um designer de armas. Sua nova criação é o mais sofisticado sistema de defesa contra mísseis do mundo: a redoma de laser "Retorno ao Remetente". Contudo, ao mesmo tempo que se prepara para defender o país de uma horda de novos inimigos, Jordan se vê encurralado por ameaças nacionais e internacionais. Forças globais conspiram para roubar sua poderosa arma, enquanto o governo norte-americano passa por uma catástrofe econômica que o obriga a uma traição sem precedentes. 

Com a ajuda de um grupo de líderes cristãos, Jordan luta para salvar a nação do colapso financeiro e moral, e o mundo aguarda o fim dos tempos previsto no Apocalipse. Nesta história eletrizante, Tim LaHaye e Craig Parshall criam um cenário impressionantemente real, habitado por personagens muito próximos de nosso cotidiano.

Fique comigo  – Harlan Coben
A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos, tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher- e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita. Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades.

Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastros. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno.

Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, u
m misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo.

E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano - o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas -, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.

09/07/2015

Resenha rápida - A outra face (Siney Sheldon)


A outra face é o primeiro livro do mestre supremo Sidney Sheldon e, para o primeiro, nada mal.

Nada mal? Calma, eu disse isso mesmo?

O primeiro livro do Sidney Sheldon é melhor que muitas “obras primas” que já li por aí. É claro que tudo isso é só questão de ponto de vista, e ponto de vista não é algo discutível.

Judd é um psiquiatra renomado e conhecido em todo o país. Tudo começa quando um de seus pacientes é assassinado e, logo depois, sua recepcionista. Com a certeza de que o verdadeiro alvo era ele próprio, Judd entre em um estado de semi paranoia na busca pelo verdadeiro culpado.

Mas um dos detetives responsáveis pelo caso acha que toda a paranoia do médico é para encobrir o assassino: ele mesmo.

E aí a narrativa fica meio... Louca. É um thriller psicológico que envolve o leitor. Admito: não é o melhor livro do Sidney Sheldon, mas aquelas poucas páginas são alucinantes. Ao contrário de “Juízo final”, na minha opinião, não foi um fiasco.

Você se perde por entre as páginas, junto com o protagonista. Você fica sem entender nada ao mesmo tempo em que pode desconfiar do que pode ser o certo. E, logo depois, a resolução do mistério fica óbvia demais para ser alcançada.


O leitor simplesmente é puxado para dentro da alma dos personagens e enlouquece junto com eles. Exatamente o que é esperado de um thriller psicológico.

10/06/2014

Nada dura para sempre - Sidney Sheldon




A história gira em torno de três médicas residentes do hospital embarcadero, em São Francisco: Paige, Kat e Honey. Cada uma com seus segredos, angústias, problemas. Sheldon sabia como criar um personagem e essas três são mesmo "das boas".

Ao contrário do que houve com "Se houver amanhã", em "Nada dura para sempre", Sidney Sheldon não introduziu novos personagens de maneira completa, por assim dizer. Não houve nenhum tipo longo de explicação sobre o passado de algum outro personagem além das três protagonistas. Em compensação, também não houve nenhum tipo de ausência de informações. Não senti falta de alguma parte da história ou algo do tipo e o autor se ateve apenas aos fatos relevantes, o que foi uma ótima escolha. E os personagens que vão surgindo ao longo do tempo são desenvolvidos de acordo com o que é estritamente necessário para a história.

Desde o início do livro, a narração objetiva e clara se fez presente. Sheldon vai da primeira à última página no mesmo rítmo rápido, daquele jeito que te faz ler duzentas páginas em pouco tempo e, quando você pisca, percebe que são três horas da manhã e não existe a possibilidade de parar de ler.

Não é uma história com muitas reviravoltas - como é o caso de outras do autor -, mas não deixa de ser surpreendente. Na verdade, apenas um fato é levado em conta: o assassinato de um paciente. E, com base no julgamento, o texto é escrito de forma que as coisas façam sentido.

O que me impressionou foi a quantidade de informações e pesquisas envolvidas. Por se tratar de uma narração que acontece num hospital, era de se imaginar que termos técnicos fossem usados, mas o nível de conhecimento que foi empregado me espantou. De uma forma positiva, claro. Percebe-se um grande nível de envolvimento com as pesquisas para o livro, mas já era de se imaginar algo assim. Quando se fala em Sidney Sheldon, a segunda coisa que me vêm à mente é: pesquisa. A primeira é "genialidade".

Minha única reclamação é quanto a alguns erros de revisão e impressão que, realmente, deixaram muito a desejar nessa edição "vira-vira".

E, para finalizar, foi o primeiro livro dele que não me deixou com a sensação de que o final foi aberto. Adoro os finais abertos, mas esse, como ficou, também foi ótimo.

08/06/2014

Trecho - Se houver amanhã



O primeiro capítulo inteiro de "Se houver amanhã" me chamou atenção. Tenho certeza de que esse, ao lado de alguns do Douglas Adams, Alexandre Dumas e outros, vão para a lista de melhores que eu já li. Como vai ficar muito grande e desnecessário escrever tudo aqui, vou me ater ao primeiro parágrafo:

"Ela se despiu lentamente, em devaneio; quando ficou nua, escolheu um negligê vermelho vivo para usar, a fim de que o sangue não ficasse em evidência. Doris Whitney olhou ao redor pela última vez, para se certificar de que o quarto agradável, que tanto amara ao longo dos últimos trinta anos, se encontrava arrumado e impecável. Abriu a gaveta da mesinha de cabeceira e tirou a arma, com todo cuidado. Colocou-a ao lado do telefone e discou para a filha na Filadélfia."

Até a próxima. ;)

04/06/2014

Se houver amanhã - Sidney Sheldon



O que parece ser um livro que fala sobre vingança no melhor estilo "O conde de Monte-Cristo"¹ assume proporções e reviravoltas fantásticas ao embarcar por marés fascinantemente inimagináveis. Tracy Whitney é uma jovem comum e apaixonada até que se vê vítima de pessoas perversas e gananciosas. Sidney Sheldon narra as metamorfoses de uma das suas personagens mais apaixonates e corajosas.

Desde a morte da mãe - no ínício do livro - até o final espetacular - que eu não vou contar - passando por injustiça, sofrimento, prisão, reconstrução, amadurecimento e o temível destino. O enredo conta a evolução da protagonista tanto pessoal como profissionalmente. Apesar de sofrer na mão de pessoas mais "maldosas" que ela, Tracy também conhece pessoas como Ernie. 

Ernie é como uma protetora durante o tempo em que estão na prisão e também durante um tempo depois que ambas saem. Senti falta dela do meio para o final do livro. É como se Tracy tivesse começado uma vida nova - o que não é uma mentira - e tivesse esquecido das pessoas que a ajudaram no passado.

Princípios são contestados e postos à prova, barreiras são quebradas e Tracy - audaciosamente inteligente - se vê vítima do acaso. Um acaso que lhe fez muito bem, por sinal. Num desses tantos "acasos", ela conhece Gunther.

Gunther Hartog  é quem insere Tracy  numa teia de riqueza que a leva ao que realmente lhe fascina e encanta. É ele o personagem que mostra à protagonista que ela tem muito com o que trabalhar sem precisar ser tão óbvia ao ponto de ser pega.

Dentro do enredo principal, Sheldon desenvolve histórias paralelas de maneira rápida e fascinante. A narração enérgica e objetiva sempre foi uma das características que sempre me encantaram no autor. E não é diferente quando ele abre um parênteses necessário e apresenta personagens como Jeff e Daniel.

Jeff Stevens é tão audacioso quanto a própria protagonista e conhece-a numa das primeiras aventura da então "amadora" Tracy. É claro que, devido às circunstâncias, ambos se odeiam e se admiram mutuamente. Não há confiança nos encontros seguintes pelo simples motivo de que são iguais. E tanto Tracy quanto Jeff não confiariam neles próprios. Ao menos não logo de cara.

Embora a forma como desenvolveram suas habilidades tenha sido completamente diferente, Tracy e Jeff têm muito em comum. Tanto pelo modo como pensam quanto pelo modo de vida que levam. Logo de cara, Jeff percebe que há nela um talento nato e usa isso ao seu favor. Enquanto Hartog insere a protagonista no meio mais lucrativo, Jeff a ensina que usar a inteligência pode ser ao mesmo tempo prazeroso e economicamente favorável.

Daniel Cooper, por sua vez, é um detetive que tem tudo para ter tudo e não se sente atraído por nada. Até Tracy. Ela se transforma numa obsessão sacro-erótica. O passado dele leva à atitudes futuras e revela um trauma não superado por trás de toda a genialidade arrogante do detetive particular.

Influência de Doyle² e, talvez, Christie³ são inegáveis nesse personagem. 

"Se houver amanhã" é uma trama envolvente que faz querer ter tudo de uma vez só. Tem personagens inteligentes, planos geniais e, ao mesmo tempo, a tão inegável obra do destino que sempre existe no mundo real. "Ninguém consegue prever tudo" é a mensagem que fica no episódio do avião cargueiro.

E, por último, a cena final. Tracy será tão apaixonada pelo que faz ao ponto de ter mais algumas últimas aventuras ou Jeff, afinal, é mais importante que todo o resto? "Convivam com a dúvida, leitores" é o que o autor diz e, convenhamos, não seria o Sidney Sheldon se tivéssemos todas as respostas.

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¹"O conde de Monte-Cristo" é um livro hiper-mega-super fodástico do Alexandre Dumas.
²Sir Arthur Conan Doyle, criador do famoso Sherlock Holmes.
³Agatha Christie, "rainha do crime" criadora de Hercule Poirot, Miss Marple entre outros.